Aparto-me de tristeza
Se tristeza o mal me fizer
Deixo a riqueza
Se com riqueza cega um dia me tornar
Aparto-me do mundo
Se no mundo bem nenhum houver
Assisto a natureza viver
Aparto-me da raiva
Por sua vez não permite a paz chegar
Só não me aparto da saudade
Que esta não deixa escolher…
Fiel manhã
Estrada a esperar
Fluindo a música que se conta
Daquela velha história que se canta.
No desconcerto da rua.Salvando a mim mesma
Permitindo o choque dos negros olhos,verdes olhos,castanhos,azuis.
Despindo a linha que insiste em separar todos nós,estar dançando no meio.
Tocando violões mesmo em barras de ferro
Meu amigo não queira desprezar tua fraqueza ela um dia vai socorrer teu irmão.
Não queira achar seu lugar,ninguém possui lugar nenhum.Apenas vamos.
Que quando for o dia saberemos onde ficar
Tocando guitarras no vento
Adoça-te
Desabrochando flores por onde pisar
Pulsando canções
Aliviando os ombros
Somos parceiros de batalhas,sabemos que lamentar cansa e a coragem está para ser respirada pelos que não esperam.
Tocando no vento vibrantemente o que somos agora
á tudo isso que está por vir pode-se dar o nome que quiser e pode-se até mesmo escolher o som e a cor .
Tudo parece chegada e partida encontro - despedida
a vantagem de ser humano não seria mudar as certas coisas como elas são ?
Triste é a vida não vivida,
O bom amigo não encontrado
A imensidão não descoberta
O bom som calado
E aquele amor que nunca foi amado .

A hora,o minuto,e o pouco perceptível segundo.
Na parede,na mesa,nos pulsos.O estalar tímido.O som do que agora já foi .
O segundo passado,o próximo.
Como dizem: voa .Tudo continua.
Quantas possibilidades cabem em um minuto?
Tempo..
Mesmo não reparando muito nos relógios sei que a hora que passou foi somente ela,uma hora única,embora eu não tenha ainda feito nada nela,penso agora que existem ainda tantas possibilidades nos próximos instantes..
E é por isso que eu já não consigo ficar parada aqui !
E para que se deveria, em meio à grande ausência de limites, colocar a todo custo um limite qualquer?
Jostein Gaarder
Se render-se ao que desacelera o racional é ser forte..
E se acreditar no mesmo diante de tudo é permanecer em irregulavel fraqueza ,então logo confesso! sou gladiador caído.Descobri que não luto contra o que dentro de mim cabe. Recuso-me !
- “Oras do que ela está falando?”
eu falo de amor.
Toda arte estava sentada num banco de um lugar qualquer vazio.
Toda arte existente foi buscada na luz que cega por um instante,ou no escuro distante,e de lá foi trazida para onde a pudesse ver,para onde tomasse forma.
Não pode ser o algo ou alguma coisa .Ela respira !
E todo artista viaja a luz ou ao escuro e no fim,ou no meio do caminho
o inesperado,o belo,o pequeno,o cúmulo,o significante acontece,e isso é quase impossivel de guardar,é tão vivo que como tal precisa correr livre,ver o mundo,achar seu lugar.